Quase uma a cada três motos do mercado interno em 2025 veio de contemplação de consórcio. Segmento cresceu 8,3% em adesões, segundo a ABAC.
Quase uma a cada três motos vendidas
O consórcio de motocicletas encerrou 2025 como responsável por 30,8% das motos potencialmente adquiridas no mercado interno brasileiro, segundo o balanço anual da ABAC — quase uma a cada três unidades.
O segmento, segundo maior do Sistema de Consórcios em número de participantes ativos, registrou 1,44 milhão de adesões no ano, crescimento de 8,3% sobre 2024. O volume de créditos comercializados alcançou R$ 30,48 bilhões, com avanço em cinco dos seis principais indicadores acompanhados pela ABAC — incluindo o tíquete médio, que subiu 6,9% na comparação de dezembro contra dezembro.
Moto como instrumento de trabalho e porta de entrada
O motor do crescimento é econômico e social ao mesmo tempo. A motocicleta se consolidou como instrumento de trabalho — entregadores, motoristas de aplicativo, profissionais autônomos — e o consórcio virou a via de acesso de quem precisa do veículo para gerar renda, mas não quer ou não consegue absorver os juros do financiamento tradicional, historicamente mais altos no segmento de motos que no de automóveis.
A parcela reduzida também explica a adesão em massa: com tíquete médio menor que o dos demais segmentos, o consórcio de moto é frequentemente a primeira experiência do brasileiro com a modalidade — e funciona como porta de entrada para o planejamento financeiro estruturado.
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A leitura NEUTRA
Na leitura da NEUTRA, o dado de 30,8% mostra um mercado que resolveu na prática o dilema entre crédito caro e necessidade real. Para quem depende da moto para trabalhar, a análise correta compara o custo total do consórcio com o custo total do financiamento — e inclui na conta o tempo até a contemplação, que precisa ser compatível com a urgência de cada um.
Linha do tempo comparativa
Financiamento × Consórcio
Duas rotas para o mesmo imóvel. Uma cobra juros por 35 anos. A outra encerra em 16 — sem banco.
Linha 1
Financiamento Imobiliário
Juros 10% a.a.
35 anos
Custo: até 2x o valor do imóvel.
Linha 2
Consórcio Imobiliário
Taxa média de 1,5% a.a.*
6 anos
Estimativa de 50% das cotas contempladas
12 anos
Estimativa de 100% das cotas contempladas
16 anos
Encerrado. Sem banco.
Carta contemplada com entrada média próxima de 47% baseada em portfólio real NEUTRA (223 cartas disponíveis para análise, sendo 189 de imóveis). Consórcio com taxa adm. média 1,5% a.a. e fundo reserva 2% — correção INCC mantém poder de compra. Financiamento referencial a 10% a.a. (Banco Central, mai. 2026). Simulação educativa. Valores reais variam. Não constitui oferta ou garantia.
Comparativo educativo NEUTRA. Valores e prazos referenciais de mercado em 2026; condições reais variam por administradora, banco, grupo e perfil do cliente.
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Dúvidas frequentes sobre este tema
Qual a participação do consórcio nas vendas de motos no Brasil?
30,8% das motocicletas potencialmente adquiridas no mercado interno em 2025 tiveram origem em contemplações de consórcio, segundo a ABAC.
Quanto cresceu o consórcio de motos em 2025?
As adesões cresceram 8,3%, somando 1,44 milhão de cotas no ano, com R$ 30,48 bilhões em créditos comercializados, segundo a ABAC.
Consórcio de moto vale a pena para quem trabalha com o veículo?
Depende da urgência. Sem juros, o custo total tende a ser menor que o do financiamento, mas a contemplação não tem prazo garantido — a análise deve comparar custo total e tempo de espera com a necessidade real de renda.