O IGMI-R da ABECIP/FGV usa laudos bancários reais — não anúncios. 19,53% em 12 meses supera IPCA (4,72%) e poupança (6,17%) com margem expressiva.
Contexto
Em abril de 2026, o IGMI-R da ABECIP registrou valorização nacional de 19,53% em 12 meses para imóveis residenciais. É um número que merece ser entendido — não celebrado ou ignorado, mas entendido.
O que é o IGMI-R
O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial é calculado pela ABECIP em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV). Diferente dos índices baseados em anúncios de venda — que refletem o preço pedido pelo vendedor — o IGMI-R é construído a partir de laudos de avaliação utilizados em financiamentos bancários reais.
Isso significa: valores efetivamente praticados no mercado, avaliados por engenheiros e arquitetos como parte de operações de crédito formalizadas. É o índice mais próximo do valor real de transação disponível no Brasil.
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O que 19,53% em 12 meses significa na prática
Um apartamento avaliado em R$ 400.000 em abril de 2025 vale hoje, pela média nacional, R$ 478.120.
O ganho de R$ 78.120 aconteceu sem obra, sem reforma, sem nenhuma ação do proprietário. É valorização de mercado — sustentada por demanda consistente e restrição estrutural de oferta.
Para comparação: o IPCA acumulou 4,72% no mesmo período. A poupança rendeu cerca de 6,17%. O IGMI-R de 19,53% supera ambos com margem expressiva.
A variação por capital
Recife lidera com 27,79% em 12 meses até fevereiro de 2026. Salvador com 23,49%. Belo Horizonte com 20,06% no acumulado de 2025. São Paulo com 16,83% em 12 meses até abril. Rio de Janeiro com 14,12%.
Até Goiânia, a capital com menor desempenho da série, registrou 10,90% no acumulado de 2025 — mais que o dobro do IPCA.
O que isso significa para quem já tem imóvel
Para o proprietário com imóvel quitado, 19,53% de valorização não é apenas um número no papel. É patrimônio líquido acessível via home equity — sem vender o imóvel, sem perder a moradia, com taxas de crédito muito abaixo do crédito pessoal convencional.
Um imóvel de R$ 500.000 que valorizou 19,53% gerou R$ 97.650 em patrimônio novo. Parte desse valor pode ser acessada via home equity para investimento, quitação de dívidas de maior custo ou expansão patrimonial.
O que isso significa para quem não tem imóvel
Para quem ainda não tem imóvel próprio, 19,53% em 12 meses é o custo de oportunidade de cada mês de adiamento. O imóvel que poderia ser seu está ficando mais caro enquanto o aluguel sobe junto.
O consórcio não garante contemplação imediata. Mas garante que, quando vier a carta, ela será reajustada pela inflação imobiliária — preservando o poder de compra ao longo do prazo.
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